As primeiras impressões em terras italianas

As primeiras impressões em terras italianas

25 de outubro de 2018 0 Por metacidadania

Superada a passagem pelo controle de imigração e já com as malas em mãos, comecei a andar pelo salão interno do aeroporto procurando a saída. A estranheza com as palavras nas placas de indicação continuava. Até porque a palavra “saída” aqui na Itália é “uscita”. Bem diferente, por isso o velho inglês enferrujado vai te ajudando até aquele momento e você segue os “exits” mesmo.

Saímos do aeroporto e pegamos a estrada de Malpensa a Como. Já começo a procurar por algo diferente na paisagem. A princípio nada muito distinto, nem bonito. Até que, depois de alguns minutos, percebo o quanto as vias são boas. Não tanto pelo asfalto, que vezes tem suas imperfeições também (não tanto como no Brasil, mas tem um pouco), mas pela organização e principalmente pela estrutura, como os guardrails por exemplo, que estão presentes seja em rodovias importantes como em estradas mais simples. E sempre em perfeitas condições.

Aqui também existe um tipo de divisória nas estradas que são colocadas estrategicamente para que o ruído das rodovias não aborreça tanto os moradores de regiões próximas. Isso soube depois de um tempo aqui e achei de um respeito muito grande. Chegando na cidade de Como constatei aquilo que meu pai vinha falando durante o nosso percurso: a quantidade de árvores e “verde” nas cidades italianas é absurda! O que torna o ambiente MUITO mais agradável. E aqui vale lembrar, claro, que toda a fiação elétrica é subterrânea.

Outra característica que salta aos olhos em qualquer lugar da Itália são as construções antigas, que também deixam o clima mais aconchegante. E antigo aqui quase nunca quer dizer velho. Pelo contrário. Tudo é muito bem conservado e limpo. Aliás, a limpeza dos locais públicos também é, infelizmente, característica que contrasta com a realidade brasileira. A não ser pelas bitucas de cigarro. Os italianos fumam muito e jogam os restos no chão mesmo. Não pense que é tudo maravilha aqui também não.

E tudo isso foi possível perceber em poucas horas de Europa. Agora era hora de conhecer o nosso apartamento e ter os primeiros contatos diretos com o idioma italiano falado por um madre língua. Sem contar, é claro, aquele projeto de bate-papo que tive com o oficial da imigração. Aguarde os próximos capítulos. Não foram fáceis não!

Escrito por

Olá! Meu nome é Eduardo Castellari e sou jornalista de formação no Brasil. Hoje também vivo na cidade de Como, região da Lombardia, norte da Itália. A busca pela cidadania italiana mudou a minha vida e tenho certeza que também vai transformar a sua! Benvenuto i cominciamo questo meraviglioso viaggio!