Passando na imigração pela primeira vez

Passando na imigração pela primeira vez

18 de outubro de 2018 0 Por metacidadania

Salve!

Quando troquei meu voo com escala de 12 horas na França por um direto a Milão, fiquei um pouco decepcionado. Afinal, já estava todo empolgado com a possibilidade de fazer um passeio por Paris e conhecer a Torre Eiffel. Na minha euforia, mesmo não sabendo falar francês e com o inglês meia-boca, eu daria um jeito de sair do aeroporto, pegar um táxi ou Uber e andar pela capital francesa.

Naquele momento, desconsiderava passar pela imigração, transportar malas, retornar e passar novamente pelo check-in. Para mim, isso seria o de menos. E com certeza valeria a pena arriscar. Hoje, porém, sei o quanto foi difícil passar pela imigração pela primeira vez e fico imaginando como seria caso tivesse mesmo feito essa escala sozinho no aeroporto Charles de Gaulle, um dos maiores do mundo.

Para quem passou por isso recentemente, como eu, sabe o medo e a aflição que nos invade antes de passar pela imigração. Você escuta e lê tanta coisa e na hora, na verdade, você não sabe o que vai acontecer. Vão te pedir isso. Você vai ter que mostrar aquilo. Prepara-se para não sei o que lá. Não faça tal coisa. Bom, vou contar como foi a minha experiência chegando a Malpensa.

Desembarcamos, eu e meu pai, e começamos a caminhar pelos corredores do aeroporto. De cara já bate aquela estranheza por conta do idioma nos quadros de informação, mas graças ao inglês você vai seguindo em frente. Até que foi chegando a área com os postos de controle e meu pai, por possuir passaporte italiano, pegou outra fila. Eu fui sozinho para junto dos demais estrangeiros.

E vai passando. Vai chegando. E você pensando mil coisas. O que falar? Com que idioma? E se ele falar e eu não entender? Nem sei como está o meu inglês…acho que vou de inglês mesmo. É, vou de inglês! Afinal não sei nada de italiano mesmo. Assim estava eu, o próximo a ser chamado. Para ajudar, tinha um guichê que estava atendendo, mas no momento de chamar a pessoa que estava na minha frente, ele parou e o cara acabou indo em outro.

Nesse momento, eu estava atento no guichê que tinha parado e poderia me chamar a qualquer instante e também nos outros, que poderiam desocupar. Eis que o agente do guichê parado GRITA alguma coisa me chamando, como se eu não tivesse ouvido um primeiro alerta (depois fui saber que eles são assim mesmo aqui na Itália). Cheguei e disse: good affternoon. Ele respondeu: buongiorno. Pronto, ferrou! Pensei.

Mas foi aí que tudo acabou bem. Entreguei meu passaporte, ele olhou, carimbou e não me pediu mais nada. Eu, preparado para mostrar mais 230 documentos, fiquei meio petrificado, sem saber se estava liberado ou não. Então ele “gentilmente” me mandou andar e entrar logo no país. Ufa! Tinha acabado e eu estava oficialmente livre em solo italiano. Dica: mantenha a calma, você não é nenhum terrorista. Se informe sobre os documentos necessários e que podem ser solicitados e capriche no estudo do idioma local e do inglês antes de ir. E Basta! Buon viaggio!

Escrito por

Olá! Meu nome é Eduardo Castellari e sou jornalista de formação no Brasil. Hoje também vivo na cidade de Como, região da Lombardia, norte da Itália. A busca pela cidadania italiana mudou a minha vida e tenho certeza que também vai transformar a sua! Benvenuto i cominciamo questo meraviglioso viaggio!